Como foi a experiência de executive education em Harvard Business School na India

Por que fiz um curso de Harvard na India?

Em 2014, eu investi em fazer um curso fora do país, você se deve perguntar por quê eu fui fazer um curso da Harvard Business school que poderia ter sido em Boston mas eu fiz em Mumbai na Índia.  Primeiramente porque além de ser mais barato o curso eu também queria ter a experiência de conhecer a Índia.  No final das contas não ficou tão barato assim porque o preço da passagem foi bem caro e os valores ficaram parecidos, é realmente bem caro esse investimento, mas será que vale a pena esse gasto de investimento profissionalmente? Veja a seguir….

Tomei essa iniciativa no final de 2013 foi quando eu fiz a aplicação para o curso, estava na procura de um curso diferente ligado à inovação, então escolhi o curso de Driving Growth Through Innovation, eu pensei a Índia um país bem parecido como o Brasil e onde se poderia aprender fazendo mais com menos que tem uma grande fama de ser um país excelente na terceirização de trabalho. E outra sempre tive vontade de conhecer os “caminhos da Índia” desde quando eu morei na Austrália e trabalhei com alguns indianos.

Antes de começar o curso eu recebi o material que precisava estudar para sala de aula eram vários estudos de casos empresas como Apple, Zara, Nestlé, GE, IDEO, etc.

Os estudos de casos é a melhor forma de aprender entender a solução do problema,  segundo a Harvard Business School que utiliza esse método por ser prático de ver e os resultados e estratégias utilizadas para cada caso.

Como eu tive muitas horas de voo, eu aproveitei para ir estudando os materiais, tive conexões em Madri e Londres até chegar em Mumbai realmente foi bem longa viagem e deu para começar a estudar a maioria dos estudos de caso.

Depois de uma longa viagem cansativa, cheguei no hotel la sutra em Mumbai e  fiquei algum tempo estudando até que resolvi sair para dar uma volta.  Claro é bem diferente do que você imagina,  a cidade precisa ter uma cabeça aberta para  entender a imersão desse país asiático.

Mumbai, india

Eu estudando no Hotel Le Sutra em Mumbai

Eu procurei um passeio e achei um bem interessante da Reality Tours, onde eu fui conhecer uma das maiores favelas da Ásia que se chama Dharavi.

Mumbai, india

Dharavi, o bairro com as maiores favelas da ásia.

Mumbai, india

Na escolinha com as crianças, a frase: “Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse liver para sempre – Mahatma Gandhi”

Mumbai, india

Reality Tours em Dharavi com o guia.

Infelizmente não podia tirar muita foto no local,  realmente era um estado de pobreza mas tinha algumas coisas bem interessantes que dava pra entender lá na sua comunidade como por exemplo eles tinham um Marketplace de onde fazer as próprias comidas, produtos, sabonete e outras mão de obra de reciclagem de ferro, aço e plástico.

No outro dia começava a jornada de 4 dias Full Time de muitas horas de imersão de estudos dentro do Hotel Taj Lands End.

No vídeo mostra Bandra Fort que fica próximo ao Hotel que eu fiquei hospedado: HBS INDIA

A rotina era café da manhã, discussão sobre as perguntas do Estudo de Caso com um grupo de 12 pessoas, depois voltava para uma matéria pausa para um almoço e depois voltava até servir o jantar.

HBS INDIA

Além de ser o único brasileiro, o mais interessante foi ter visões colaborativas e pensamentos de cada um que foram colocado na lousa.

Tem algumas anotações no meu iPad, como nesse caso estamos fazendo brainstorming de um consumidor dos sonhos:

Consumidor dos sonhos

Consumidor dos sonhos

Aulas eram dinâmicas, todos colaboravam e tinham opiniões sobre o tema escolhido da aula, o professor criava uma painel de discussão na lousa e chama um aluno e cada um coloca sua visão em cima de opinião de gestão.

HBS INDIA

Falando em inovação, mostrou muitas referências da IDEO, para quem não sabe foi ela que criou o mouse da Apple e muitos outros produtos. Simplicidade e mágica, sim inovação é como mágica, segundo o professor Stefan Thomke onde você pode esconder o que não é necessário e todos vão falar  “NOSSSA, UAU”… Então, inovar é também esconder ou retirar algo que está atrapalhando, ou seja Inovação é mágica, sério! O texto traduzido abaixo:

 

Processo da mágica na Inovação por Stefan Thomke:

 

Pegue um tempo para entender o verdadeiro problema que precisa ser resolvido.

Alguns mágicos gastam muito tempo considerando que ilusão que eles querem realizar antes de começar a trabalhar sobre como realizar o truque. Muitas vezes, os gerentes correm para desenvolver soluções para os problemas dos clientes sem definir o verdadeiro problema que o produto ou serviço deve ser projetado para resolver.

 

Por exemplo, quando a Walt Disney planejava a Disneyland no final da década de 1940, ele não se preocupava no início com questões típicas de parques de diversões, como quantos passeios precisavam construir, quantos estacionamentos oferecer ou quais alimentos vender. Em vez disso, ele se concentrou nesta questão abrangente: Como a Disney pode fazer seus visitantes se sentirem como se estivessem tendo uma experiência mágica com o cliente? Definir o problema pode ser a parte mais importante do processo de inovação.

HBS INDIA

“Temos de nos permitir mais tempo, muitas vezes não é visto como fazer progressos quando você não tem soluções para mostrar. Eu diria que é tão importante como a resolução de problemas. As organizações podem fazer um trabalho maravilhoso em resolver os problemas errados.”

 

Descobrir como resolver o problema.

“A solução para um problema pode, por vezes, vir das fontes mais improváveis, e é muitas vezes a intersecção de diferentes campos que resulta em grandes inovações”, observa o jornal Innovation Magic.

 

Assim como o mágico pode precisar mergulhar em psicologia, mecânica, serralharia e outros campos em sua busca para obter um novo efeito, as empresas muitas vezes têm sucesso na inovação quando eles montar diversas equipes de designers, engenheiros e outros especialistas trabalhando juntos para resolver um problema.

 

 

Encontre uma maneira de esconder a solução.

O público do mágico não necessariamente se importa como um truque é difícil ou como ele é realizado. As pessoas simplesmente querem se divertir. Da mesma forma, nos negócios, às vezes a melhor solução envolve manter certas peças complexas que entram em um design de produto invisível. É por isso que a Bang & Olufsen removeu os controles do equalizador de alguns de seus equipamentos de áudio em favor de um sistema que se ajusta automaticamente para o ouvinte.

 

“Na Disney, ninguém quer ver alguém tirar o lixo, então a Disney tem um sistema subterrâneo de túneis”, diz Thomke.

 

“Está lá, mas você o esconde porque é completamente irrelevante para a experiência do cliente.”

 

Vender a experiência.

Um mágico pode ser altamente qualificado em técnicas de ilusão, mas pode não saber como executar – ou vender – a experiência de uma forma que irá ressoar com uma audiência.

 

Da mesma forma, empresas de sucesso descobriram que vender um produto é mais do que o próprio produto; Trata-se de criar uma experiência de cliente que aproveite as emoções das pessoas, acabando por fazê-las se sentir bem. A empresa de vodka Premium a Grey Goose ter embalado seu líquido em alto, elegante, frascos de vidro fosco como uma forma de melhorar a sensação elegante dos produtos para os consumidores.

 

“MÁGICOS APRENDEM QUE PARA FAZER ALGO QUE TEM SOMENTE EFEITO DE ALGUNS SEGUNDOS, PODE LEVAR MESES”

 

“Um mágico tem que estar muito consciente do estado emocional do público para obter essa aceitação emocional”, diz Thomke. “Você pode trazer um truque e fazê-lo muito clinicamente e as pessoas vão sentar lá e dizer: “Isso foi interessante. ” Ou você pode contar uma história incrível que atrai a audiência e você incorporar o truque na história. Uma vez que você tem aceitação, o público é muito mais provável ter uma experiência WOW. “

Na foto, Prof. Stefan Thomke e eu.
Na foto, Prof. Stefan Thomke e eu.

Dicas para minha carreira

Perguntei ao Stefan, se poderia me dar um conselho de como poderia melhorar minha carreira. Eu expliquei brevemente que era comprador de mídia e como poderia inovar nesse cenário, a dica dele foi algo que eu jamais tinha pensado, ele me respondeu Crowdsourcing e Crowdfunding. “mencionou que é algo que está na moda, entre outros serviços colaborativos, mas dificilmente você lembra de alguma marca com case ligado a B2B ou B2C desse jeito, poucas empresas tem essa ousadia”

Gostei dessa dica, pretendo fazer esse teste em breve, enxergo bastante futuro inovador em ideias colaborativas.

Certificado e foto com a turma do curso de Driving Growth Through Innovation.

Certificado e foto com a turma do curso de Driving Growth Through Innovation.

 

 

Na India, depois que terminamos o curso fui conhecer Nova Delhi, passei um dia em Agra onde tive a oportunidade de conhecer o Taj Mahal que realmente muito emocionante ver aquilo de perto e depois voltei para Nova Delhi para ir para Hangzhou na China, essa viagem terá outra história pra contar. (Sim, vou detalhar cada momento em outro post).

New Delhi / Agra

New Delhi / Agra

No transito em New Delhi

New Delhi / Agra

Vista do hotel em New Delhi

New Delhi / Agra

Eu conhecendo o Taj Mahal em Agra.

 

New Delhi / Agra

No aeroporto em New Delhi, comprei uma revista indiana sobre inovação.

Mais fotos? Tem um álbum no meu Flickr.

Recomendaria o curso que fiz em Harvard?

Terminou o curso tirei o certificado. Tenho esse certificado de Harvard no CV, como experiência foi legal mas não foi tão desafiador como o Bootcamp de Planejamento de Mídia da Miami Ad School foi pra mim em 2010. Eu fui reprovado duas vezes para entrar! Além de ser reprovado, paguei 300 reais por prova, foi caro e eu decidi que iria entrar de qualquer jeito pois lembro que antes de ir morar na Austrália em 2008, eu já tinha vontade de fazer o Bootcamp da Miami AdSchool. Até que, eu passei e coloquei na minha cabeça o objetivo de ser o TOP DOG, cujo é o nome do prêmio para o melhor aluno do turma. E de fato, além de um network de professores Ana Fugulin, JC, Marcelo Aquilino, Marcello Magalhães, Anselmo Ramos, Silvio Sato, Adriana Favaro, Edmar Bulla, Adriana Pascale, Daniel Spinelli, Paulo Bione, Utymo e pessoas fodas do mercado na minha sala de aula conheci o Leo Longo da AB InBev é uma das maiores referências de mídia. O Caio Cavalheiro da Panasonic, que por sua performance foi convidado para trabalhar no Japão, o Guga da update or die grande influência em comunicação e também não posso esquecer o restante da turma a Gaby, Isabela, Silvio, Gabriel, Guimel, Leticia, Marina e Fernanda.

O curso teve a duração de um trimestre, eu fiz um Book case com os 2 projetos, o primeiro era fictício onde o briefing era vender as músicas do Roberto Carlos na Internet, isso na época sem Spotify, ok?  E o outro para um cliente real, foi para a Gatorade, para pensar um estratégia do plano de mídia da campanha. Sim, foi bem legal os dois, em Gatorade no slogan era “você vai mais longe”, pensei em algo futurista como um campeonato tipo XGames de Hoverboard (aqueles skates sem rodas que flutuam igual no filme “De volta para o futuro 2”) entre outras coisas que você pode ver no meu Book Case.

No site da Miami

Capa do site da Miami Ad School na época, recebendo o prêmio do coordenador do bootcamp Marcelo Aquilino

Eu acabei ganhando o prêmio de TOP DOG, o melhor aluno da turma, agradeci a todos da sala e professores, aquele momento foi um dos únicos que senti orgulhoso pelo fato nunca ter sido bom em sala de aula mas esse desse Bootcamp eu entrei para ganhar desde o começo.

TOP DOG

Na foto com o troféu do prêmio TOP DOG de melhor aluno da turma do Bootcamp pela Miami Ad School